Justiça adia oitiva de delator da Operação Simulacrum
A Justiça de Mato Grosso decidiu adiar o interrogatório antecipado do vigilante Ruiter Cândido da Silva, apontado como réu na Operação Simulacrum, que investiga a atuação de um suposto grupo de extermínio no estado. A nova data para a audiência de instrução e julgamento ficou marcada para os dias 1º e 2 de outubro, em Cuiabá.
Motivo do adiamento
A decisão partiu do juiz André Barbosa Guanaes Simões, responsável pelo caso. Segundo o magistrado, a audiência que havia sido agendada exclusivamente para ouvir o acusado perdeu sentido prático diante da manifestação da Defensoria Pública, que informou que Ruiter pretende exercer o direito ao silêncio até que haja uma definição sobre uma possível colaboração premiada.
Na fundamentação, o juiz esclareceu que a postura da defesa não representa uma renúncia definitiva ao direito de ser interrogado, tampouco impede que o ato ocorra futuramente. No entanto, nas condições atuais, manter uma audiência voltada apenas para essa finalidade não traria utilidade ao processo.
Como fica o andamento do processo
De acordo com a decisão, Ruiter será ouvido ao final da fase de instrução processual, conforme estabelece o Código de Processo Penal. Nesse momento, ele poderá decidir livremente entre responder aos questionamentos ou permanecer em silêncio, conforme prevê a legislação.
As audiências seguirão o formato de videoconferência, mas será possível que as partes envolvidas participem presencialmente no fórum, conforme estrutura já adotada pelo Judiciário.
Sobre o caso
Ruiter Cândido da Silva é considerado o delator que forneceu informações que embasaram a deflagração da Operação Simulacrum. Ele está incluído em programa de proteção a testemunhas. Segundo as apurações, o vigilante teria recrutado pessoas com antecedentes criminais para a execução de supostos crimes ligados à investigação.
Da redacao / Fernando Oliveira
Fonte: Gazeta Digital


