PL mantém candidato próprio ao Senado e rompe acordo com MDB em MT
A cúpula do PL em Mato Grosso definiu que a aliança do partido com o MDB ficará restrita à disputa pelo governo estadual, não se estendendo à corrida pelo Senado Federal. A decisão foi comunicada após reuniões realizadas em Brasília, na segunda-feira, entre representantes mato-grossenses do partido, o presidente nacional Valdemar Costa Neto e o presidenciável Flávio Bolsonaro.
Candidaturas independentes ao Senado
O deputado federal Zé Medeiros, do PL, e seu suplente ao Senado, Odílio Balbinotti, que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro no estado, confirmaram que o partido manterá candidatura própria à vaga no Senado. Segundo eles, o MDB seguirá com sua própria candidata, Janaína Riva, homologada em convenção na noite de ontem, sem que haja qualquer coligação entre as legendas para esse cargo específico.
De acordo com Medeiros, a aliança formal entre PL e MDB se limita à disputa pelo Executivo estadual, enquanto as candidaturas ao Senado seguirão caminhos separados e independentes. Ele destacou que o objetivo é evitar confusão entre o eleitorado do partido, que já havia demonstrado resistência a uma parceria mais ampla com o MDB.
Resistência interna e posição da direção nacional
Os representantes do PL em Mato Grosso relataram que a direção nacional do partido acolheu as preocupações manifestadas por prefeitos e lideranças locais, que se opunham à aproximação com o MDB. Valdemar Costa Neto assegurou que não haverá punições aos filiados que decidirem não fazer campanha conjunta com o partido aliado ao governador.
Odílio Balbinotti afirmou que a tentativa de convencer a cúpula nacional sobre os riscos da aliança com o MDB não partiu de uma rejeição ao partido em si, mas da percepção de que o eleitorado do PL identifica o MDB como adversário político, o que poderia gerar desgaste eleitoral.
Prefeitos e disputa pelo governo estadual
A articulação conduzida pelo candidato do PL ao governo do Estado, Wellington Fagundes, tem enfrentado resistência de prefeitos importantes, como os de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Primavera do Leste, que não devem apoiar sua candidatura. Parte desses gestores municipais filiados ao PL deve, inclusive, declarar apoio ao governador Otaviano Pivetta, que teve sua candidatura à reeleição homologada pelo Republicanos na mesma noite.
O cenário revela divisões dentro do PL em Mato Grosso quanto às alianças estaduais, mesmo com o esforço da cúpula nacional em equilibrar interesses locais e nacionais durante o período eleitoral.
Fonte: Só Notícias
Da redacao / Fernando Oliveira


