Pivetta admite que BRT só ficará pronto em mais de um ano
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), reconheceu que a conclusão total das obras do BRT (Ônibus de Rápido Transporte) na região metropolitana de Cuiabá deve se estender por mais de um ano. A declaração foi dada durante entrevista concedida à TV Vila Real, em rodada com candidatos ao Palácio Paiaguás.
Ao ser questionado sobre os sucessivos adiamentos no cronograma da obra que liga a capital a Várzea Grande, o governador ampliou ainda mais a expectativa de entrega, afirmando que, após a finalização do primeiro trecho, será necessário um novo prazo de aproximadamente um ano para a conclusão das etapas seguintes.
Histórico de atrasos
O projeto do BRT carrega consigo o mesmo histórico de descumprimentos que já havia marcado o antigo modal previsto para a região, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A obra se arrasta desde os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e já consumiu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos, sem que o sistema de transporte tenha sido efetivamente entregue à população.
Inicialmente, o governo estadual previa a liberação parcial do primeiro trecho, que conecta o Aeroporto Marechal Rondon ao Hospital do Câncer, ainda em junho deste ano. Segundo Pivetta, o contrato firmado com as empreiteiras responsáveis estabelece o final deste ano como prazo para a conclusão dessa etapa inicial, enquanto o processo de aquisição dos veículos que vão circular pelo corredor também está em andamento, com previsão de operação a partir da virada do ano.
Promessas desde 2018
A questão do transporte metropolitano entre Cuiabá e Várzea Grande é pauta de campanha desde 2018, quando Mauro Mendes e Otaviano Pivetta foram eleitos prometendo solucionar a situação do VLT até dezembro de 2019. O prazo não foi cumprido, e a substituição do modal ferroviário pelo sistema de BRT só veio a ser anunciada em dezembro de 2020, como alternativa ao projeto original.
Com a nova fala do governador, o eleitorado da região metropolitana volta a lidar com a incerteza sobre a data efetiva de conclusão de uma obra que, seis anos após o anúncio da mudança de modal, ainda não tem prazo definitivo para funcionamento pleno.
Fonte: Gazeta Digital
Da redacao / Fernando Oliveira


