Polícia faz operação Arpão em Mato Grosso e cumpre 18 mandados

Polícia faz operação Arpão em Mato Grosso e cumpre 18 mandados

A Polícia Civil deflagrou hoje a Operação Arpão, para cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, medidas cautelares diversas de prisão e sequestros de imóveis e veículos de alto padrão com foco na desarticulação da atuação de um grupo criminoso investigado por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado a uma organização criminosa. Segundo a polícia, entre os alvos está um faccionado apontado como “operador financeiro da facção criminosa”, diretamente ligado a uma das lideranças do grupo no Estado. Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Barão de Melgaço e Chapada.

 

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, identificaram estratégias típicas de lavagem de dinheiro, como registro de bens em nome de terceiros, movimentações financeiras fracionadas e uso de pessoas interpostas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

 

As investigações apontam que o investigado utilizava mecanismos especializados para a lavagem do dinheiro, uma delas, o uso de familiares e pessoas próximas como “laranjas” para registrar bens e movimentar valores com o objetivo de dissimular a origem criminosa do patrimônio, com o objetivo de ocultar quem era o verdadeiro proprietário. Segundo a polícia, esposas, parentes e pessoas do círculo do grupo aparecem como donos formais de veículos e imóveis de luxo, porém na prática os bens eram usados e controlados pelos investigados, dificultando a vinculação direta do patrimônio ao criminoso.

 

A compra de bens de alto valor era outra estratégia utilizada para transformar o dinheiro ilícito em bens aparentemente legais, como imóveis e veículos de alto padrão avaliados em mais de R$ 500 mil. A investigação aponta que o patrimônio adquirido era incompatível com a renda declarada pelos investigados. Também foram identificadas movimentações financeiras atípicas, como movimentações fracionadas, depósitos em espécie e pagamentos de alto valor em curto período, o que, segundo a polícia, reforça os indícios de ocultação e dissimulação de patrimônio.

 

O nome da operação faz referência ao instrumento formado por um ferro em feitio de seta que se fixa a um cabo, utilizado para fisgar grandes peixes, cetáceos e na caça às baleias, em alusão direta à desarticulação da atuação do faccionado “Tubarão” principal alvo da operação.

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