Suspeito de assassinato de jovem no Jardim Primaveras é preso

Rafael Pendloski Torres, de 20 anos, foi preso na tarde desta sexta-feira após ser localizado pela equipe de Força Tática da Polícia Militar em um imóvel no residencial Vila Verde. Ele é procurado pelo assassinato da jovem Raissa Pereira da Silva, de 24 anos, ocorrido ontem em uma residência na rua das Thumbérgias, bairro Jardim Primaveras.

De acordo com o capitão Carlos Santos, da Força Tática, a prisão aconteceu após um trabalho intenso de inteligência policial que resultou na rápida localização do suspeito. Rafael confessou ter cometido o homicídio. “Desde que foi noticiado o crime, as equipes da Polícia Militar se empenharam para levantar informações e imagens de câmeras que possibilitaram o rastreamento. Recebemos uma informação sobre o paradeiro do suspeito, que não queria se entregar. Foram feitas negociações junto à defesa e à família para garantir a integridade física dele antes da detenção”, explicou o capitão.

Durante a prisão, os policiais apreenderam uma arma de fogo dentro do imóvel, onde Rafael estava escondido sozinho. O próprio suspeito indicou a localização da arma. Ainda conforme o capitão Carlos Santos, Rafael já possui passagem criminal por roubo.

A motivação para o crime, conforme relato do suspeito à polícia, teria sido uma discussão com a vítima após consumo conjunto de bebidas alcoólicas e drogas, incluindo cocaína e entorpecentes sintéticos. A briga teria começado em um bar e continuado na casa, culminando na luta corporal em que Raissa foi morta. “Há indícios de que eles mantinham um relacionamento, embora isso ainda não tenha sido confirmado oficialmente”, completou o oficial.

O advogado de defesa, José Ricardo Alves Pintos, afirmou que Rafael alegou ter usado drogas e que não teve a intenção de cometer o crime. “A defesa está solidária com a situação da vítima. O acusado e a vítima consumiram substâncias psicoativas e, acreditamos, que o fato ocorreu devido ao estado alterado do meu cliente”, disse.

O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o delegado Bráulio Junqueira, o imóvel possui câmeras de segurança acessadas remotamente pela irmã da vítima, residente em Peixoto de Azevedo. As imagens mostraram que o suspeito chegou por volta das 6h da manhã e saiu do local aproximadamente às 7h30, mas o quarto onde Raissa foi encontrada sem vida não é monitorado pelas câmeras.

Após o não contato com Raissa, a irmã registrou boletim de desaparecimento, que levou a Polícia Militar até a residência, onde foi confirmada a morte da jovem por sinais de asfixia. A motocicleta usada pelo suspeito na fuga e as roupas que ele usava no momento do crime foram encontradas na casa da mãe de Rafael.

O delegado Bráulio destacou que a DHPP agora trabalha para formalizar as provas e que, somente após o encerramento do inquérito, será decidido se Rafael responderá por feminicídio.

Novos detalhes sobre o caso serão divulgados em breve.

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