A Polícia Civil deflagrou, hoje, a Operação Codinomes, para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão contra membros de uma organização criminosa que atua na região de Cáceres cometendo crimes de tráfico de drogas e homicídios. As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Cáceres e Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste.
A investigação da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira iniciou em julho do ano passado e identificou cerca de 35 pessoas que estavam associadas em estrutura hierarquizada, com clara divisão de tarefas, com a finalidade de cometer tráfico de drogas e crimes violentos no município de Cáceres. Durante a investigação, apurou-se que a facção criminosa possuía pelo menos 32 pontos de comercialização de drogas em Cáceres e as atividades eram gerenciadas por pessoas que estão reclusas no sistema penitenciário. Uma delas é uma mulher conhecida como “Princesa”, que foi alvo da “Operação Coroa Quebrada” e possuía a função de gerente regional.
No mesmo sentido, investigados reclusos no sistema penitenciário repassavam determinações aos integrantes da facção criminosa em liberdade para realizar o monitoramento de pessoas, em tese, vinculadas a uma facção rival. Segundo a polícia, o grupo mantinha um sistema rigoroso de vigilância territorial, onde membros enviavam vídeos e fotos dos bairros para monitorar a presença policial e de rivais.
O nome da operação, Codinomes, foi escolhido devido ao fato de que os alvos alteravam constantemente os apelidos com o objetivo de não serem identificados.
A execução da operação foi realizada de forma conjunta entre a Polícia Civil, a Polícia Penal, a Polícia Militar – por meio do Bope, da Rotam, da Força Tática, do Raio e do 6º Batalhão – e do Exército Brasileiro, com o Comando de Fronteira Jauru/66º BIMtz, reunindo mais de 100 agentes.