Conselho Superior do MPF nega pedidos de afastamento e de investigação contra Gonet no caso Master

Conselho Superior do MPF nega pedidos de afastamento e de investigação contra Gonet no caso Master
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O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitou os pedidos para afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, e para abrir investigação criminal contra ele por causa da condução das apurações envolvendo o Banco Master. As decisões foram tomadas no fim de semana de 26 e 27 de setembro, na 1ª Sessão Extraordinária de 2026.

Por unanimidade, os conselheiros seguiram o voto do relator, o subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino, para quem o colegiado não tem competência para julgar pedidos de suspeição ou impedimento do PGR em processos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação do relator, qualquer questionamento sobre a atuação de Gonet deve ser apresentado no próprio processo em tramitação no STF. O voto também destacou que o PGR é o promotor natural perante a Suprema Corte e que o Conselho não exerce controle disciplinar sobre o conteúdo das manifestações dele nos autos.

Pedido de investigação

Em votação mais apertada, por cinco votos a quatro, o Conselho negou a abertura de investigação criminal e a designação de um subprocurador-geral para apurar a conduta do procurador-geral. A maioria considerou que faltavam indícios mínimos de autoria e provas suficientes para caracterizar, em tese, o crime de prevaricação.

Os conselheiros também avaliaram que não havia elementos que comprovassem contato direto ou amizade íntima entre Gonet e o banqueiro Daniel Vorcaro, nem recebimento de qualquer vantagem.

O relator mencionou ainda a rejeição de uma proposta de delação premiada apresentada por Vorcaro como um fator que, em sua visão, afasta a hipótese de interferência ou favorecimento nas investigações. A sessão foi transmitida ao vivo pelo canal do MPF no YouTube.

Fonte: Só Notícias

Da redacao / Fernando Oliveira