IBGE: extração vegetal em MT recua 32,4% em 2025, enquanto silvicultura cresce 8,4%
O valor da produção da extração vegetal em Mato Grosso caiu 32,4% em 2025, de R$ 1,04 bilhão para R$ 705,3 milhões, de acordo com a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a queda, o extrativismo ainda superou a silvicultura, que avançou 8,4% e passou de R$ 593 milhões em 2024 para R$ 642,8 milhões.
A PEVS reúne dados sobre quantidade e valor da produção tanto de florestas plantadas para fins comerciais quanto da exploração de recursos vegetais nativos. As informações são coletadas por agentes do IBGE em cada município e validadas por técnicos de órgãos estaduais da área. Na edição mais recente, produtos que perderam relevância, como ipecacuanha, balata e oiticica, saíram da série, enquanto itens como baru, buriti, cupuaçu, pupunha, andiroba e murumuru passaram a ser divulgados. Na silvicultura, teca, acácia-negra, mogno-africano e cedro-australiano ganharam destaque próprio.
Liderança na lenha
Mato Grosso é o maior produtor de lenha extrativa entre as 27 unidades da Federação, com 4,5 milhões de metros cúbicos em 2025, alta de 23,2% sobre 2024. Nova Maringá lidera o ranking nacional de municípios, com 853,5 mil metros cúbicos, seguida por Nova Ubiratã (443,9 mil) e Porto dos Gaúchos (420,3 mil).
Segundo o IBGE, o aumento acontece em meio à maior demanda por biomassa para uso energético na agroindústria, como na secagem de grãos e na produção de etanol de milho. Ao mesmo tempo, a lenha vinda da silvicultura diminuiu, o que pode ajudar a explicar o uso maior de madeira nativa, embora a pesquisa, sozinha, não permita afirmar uma relação de causa e efeito.
O estado é ainda o segundo maior produtor de madeira em tora extrativa, com 2,2 milhões de metros cúbicos, atrás apenas do Pará, apesar de uma queda de cerca de 15,4% em relação a 2024. Juntos, os dois estados responderam por 60,7% do volume nacional e 77% do valor da produção desse item.
Produtos não madeireiros e silvicultura
Os produtos extrativos não madeireiros somaram R$ 19,7 milhões em Mato Grosso em 2025. O estado subiu para a quarta posição nacional na castanha-do-pará, com R$ 16,2 milhões, e aparece em quinto lugar tanto no palmito quanto no pequi.
Na silvicultura, a produção de lenha voltou a cair e somou 3,5 milhões de metros cúbicos, levando Mato Grosso ao sétimo lugar no país, depois de já ter recuado da quarta para a sexta posição em 2024. O carvão vegetal de florestas plantadas também diminuiu, de 512 para 447 toneladas, e o estado caiu para a 14ª colocação. Já a madeira em tora da silvicultura cresceu e chegou a 338,7 mil metros cúbicos.
Fonte: Só Notícias

