Rosana Martinelli volta ao PL após impasse no MDB e reorganiza seu projeto político em Mato Grosso
Ao lado de Valdemar Costa Neto, ex-prefeita de Sinop anuncia retorno à legenda e reforça sua ligação com o bolsonarismo e o grupo político de Otaviano Pivetta.
Fernando Oliveira
Da Redação
A ex-prefeita de Sinop e suplente de senadora Rosana Martinelli anunciou, por meio de suas redes sociais, seu retorno ao Partido Liberal (PL). Na publicação, acompanhada de uma foto ao lado de Valdemar Costa Neto, presidente nacional da sigla, Rosana destacou sua ligação histórica com o partido e definiu a legenda como sua casa política.
“Hoje retorno ao PL, mas minha história nunca saiu daqui. Porque existem partidos pelos quais passamos e existem aqueles aos quais pertencemos. O PL é a minha casa, a minha história e as minhas raízes!”, escreveu.
O retorno marca um novo capítulo na trajetória política de Rosana, que deixou o PL para ingressar no MDB. A mudança ocorre após um período de articulações e divergências políticas, em meio a um cenário que também afetou seus planos eleitorais.
Projeto eleitoral perdeu força no MDB
A passagem pelo MDB representou uma nova etapa na carreira da ex-prefeita, mas o projeto político enfrentou dificuldades. Sem uma chapa própria do partido para a disputa de deputado federal, a estratégia eleitoral de Rosana perdeu espaço, comprometendo os planos de construir uma candidatura competitiva à Câmara dos Deputados.
O cenário contribuiu para o enfraquecimento do projeto que vinha sendo desenhado pela ex-prefeita de Sinop, que mantém influência política na região Norte de Mato Grosso.
Alinhamento com Bolsonaro e aproximação de Pivetta
Rosana Martinelli construiu parte de sua projeção política nacional como uma das apoiadoras do ex-presidente Jair Bolsonaro e, mais recentemente, da família Bolsonaro, incluindo Flávio Bolsonaro.
Na última disputa eleitoral, entretanto, seu posicionamento evidenciou mudanças nas relações políticas. Insatisfeita com os rumos do MDB e com o tratamento recebido dentro da legenda, Rosana não apoiou o então senador Wellington Fagundes. Em vez disso, declarou apoio e pediu votos para Otaviano Pivetta, que agora assume o Governo de Mato Grosso.
A movimentação reforçou sua aproximação com o grupo político de Pivetta e evidenciou que, mesmo fora do PL, a ex-prefeita manteve articulações com lideranças alinhadas à direita.
Gestão marcada por decisões firmes em Sinop
À frente da Prefeitura de Sinop, Rosana Martinelli consolidou sua imagem como uma gestora de perfil firme, especialmente durante a pandemia de Covid-19. Naquele período, sua administração adotou medidas para manter atividades econômicas em funcionamento, buscando conciliar a preservação da economia com as ações de enfrentamento à doença.
Outro marco de sua gestão foi a chegada da Inpasa a Sinop, empreendimento do setor de biocombustíveis que ampliou as perspectivas de industrialização e geração de empregos na região.
Rosana também se destacou por medidas administrativas relacionadas aos servidores municipais, incluindo o pagamento de cartas precatórias, conforme os compromissos assumidos durante sua gestão.
Ao final do mandato, a então prefeita optou por não disputar a reeleição, alegando motivos pessoais, e decidiu apoiar Roberto Dorner, que acabou sendo eleito para sucedê-la.
Retorno ao PL abre novo cenário político
De volta ao Partido Liberal, Rosana Martinelli retoma sua ligação com uma legenda que teve papel importante em sua trajetória e volta a se posicionar em um campo político no qual construiu parte de sua identidade pública.
Com experiência administrativa, passagem pelo Senado na condição de suplente e presença nas articulações regionais, a ex-prefeita mantém potencial para voltar a ocupar espaço nas discussões políticas de Mato Grosso.
O retorno ao PL também pode fortalecer sua interlocução com lideranças estaduais e nacionais, especialmente com o grupo ligado a Otaviano Pivetta e à família Bolsonaro.
Para o Norte de Mato Grosso, a volta de Rosana à legenda representa mais um movimento no tabuleiro político regional. Resta saber quais serão os próximos passos da ex-prefeita e se o retorno ao partido abrirá caminho para uma nova candidatura ou para uma atuação estratégica nas próximas disputas eleitorais.
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Da Redação

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