Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada em rio no Pantanal mato-grossense
A onça-pintada Ibaca, uma das fêmeas mais famosas do Pantanal de Mato Grosso, morreu hoje, aos 8 anos. Ela foi encontrada em estado de grande debilidade ontem, na beira de um rio na região de Porto Jofre, e chegou a ser resgatada e levada para atendimento, mas não sobreviveu.
No momento do resgate, Ibaca pesava cerca de 30 quilos e estava muito fraca. A causa da morte ainda é desconhecida e deve ser apurada por meio de necropsia. Fotógrafos de vida selvagem, guias e biólogos lamentaram a perda do felino nas redes sociais.
O animal era monitorado no Pantanal desde 2016 e se tornou um dos mais conhecidos da região. Segundo registros do Projeto Jaguar ID, a onça foi avistada em dez temporadas seguidas, de 2016 a 2025. Ibaca deixa uma filhote, Jasy, de um ano e meio.
A onça ficou conhecida por flagrantes de interação com outras espécies, como sucuris e ariranhas. Em 2022, foi registrada em um embate de pouco mais de um minuto com uma sucuri, que terminou sem vencedor, no Rio Três Irmãos, no Parque Estadual Encontro das Águas, entre Poconé e Barão de Melgaço. As imagens foram feitas pelo guia de turismo Branco Arruda. No mesmo ano e no mesmo parque, ela foi filmada tentando se aproximar de um grupo de ariranhas, que reagiu em conjunto e a fez desistir do ataque.
Em novembro de 2025, cenas de Ibaca atravessando um rio com Jasy agarrada à sua cauda chamaram a atenção de observadores da vida selvagem. O nome Ibaca vem do tupi-guarani e é associado à expressão “um céu com estrelas”.


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