Haddad e ministro da Economia espanhol avançam debates sobre taxação dos super-ricos

Haddad e ministro da Economia espanhol avançam debates sobre taxação dos super-ricos

A proposta de implementar uma tributação sobre os super-ricos em âmbito global, debatida no G-20, e os novos avanços no processo de negociação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia foram temas destacados em uma entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (4) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e pelo ministro da Economia, Comércio e Assuntos da Espanha, Carlos Cuerpo, em Roma. Ambos os ministros afirmaram que a proposta de taxação dos super-ricos ganha força diante da necessidade de acelerar o enfrentamento aos desafios globais conjuntos, incluindo esforços para combater a fome, a pobreza, reduzir o endividamento de países de baixa renda e conter as mudanças climáticas.

Haddad ressaltou que cerca de 3 mil pessoas detêm US$ 15 trilhões em patrimônio e que muitas delas já se declararam a favor da tributação sobre os super-ricos, com inúmeras doações filantrópicas além do que se discute no âmbito do G-20. Ele alertou que, embora essa seja uma proposta brasileira em discussão no G-20, trata-se de uma iniciativa antiga, com referências em estudos acadêmicos sobre economia, democracia e igualdade.

Cuerpo afirmou que a Espanha está impulsionando a iniciativa brasileira para estabelecer um imposto mínimo global sobre os bilionários, com o objetivo de alcançar um crescimento econômico mais justo e equitativo, que reduza as desigualdades observadas nos últimos anos. Ele também destacou a necessidade de intensificar os esforços mundiais de combate à fome e de apoio na área da saúde às populações.

Haddad e Cuerpo também abordaram os benefícios mútuos do acordo Mercosul-União Europeia, considerado um passo extraordinário nas condições geopolíticas e econômicas atuais, aproximando a Europa da América do Sul. Eles afirmaram que falta apenas um “empurrão final” para que essas negociações, em curso há duas décadas, avancem rumo a um acordo com resultados efetivos e práticos.

Haddad também comentou sobre o crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no primeiro trimestre de 2024, alinhado com as projeções do Ministério da Fazenda, com destaque para o aumento dos investimentos. Ele manteve a projeção de crescimento em torno de 2,5% para o ano, embora ainda seja necessário avaliar o impacto da catástrofe climática no Rio Grande do Sul sobre a economia nacional.

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