Julgamento de “Angeliquinha”, resulta em condenação por assassinato de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde

Ré foi sentenciada a 99 anos e 11 meses de prisão. Outros cinco envolvidos nos homicídios receberam penas que somam 369 anos de reclusão.
Na última quinta-feira, 27 de outubro, o tribunal de Nova Monte Verde foi palco de um julgamento que deixou a comunidade local em estado de choque. Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, foi condenada a uma pena impressionante de 99 anos e 11 meses de reclusão, além de 100 dias-multa, pela tortura e execução de quatro trabalhadores: Alan Rodrigues Pereira, Caio Paulo da Silva, Jefferson Vale Paulino e João Vitor da Silva, todos brutalmente assassinados em agosto de 2022.
O caso, marcado por sua brutalidade, envolveu uma facção criminosa que, sem provas concretas, suspeitava que as vítimas estavam ligadas a um grupo rival. A investigação conduzida pela Polícia Civil, no entanto, revelou que não havia evidências que corroborassem tais afirmações. A motivação aparente para os crimes foi a contratação dos trabalhadores para uma obra em Mato Grosso, onde haviam chegado recentemente do Paraná.
Os corpos das vítimas foram encontrados em uma área isolada às margens da rodovia MT-208, após terem sido reportados como desaparecidos em 6 de agosto de 2022. O veículo deles foi descoberto queimado em uma estrada próxima, o que levou as autoridades a intensificarem suas investigações. Uma denúncia anônima dois dias depois foi crucial, resultando na localização dos corpos e na realização de uma operação policial que culminou em um confronto armado, resultando na morte de três suspeitos.
Após sua captura, Angélica foi julgada e responsabilizada pelos crimes hediondos que cometeu, incluindo homicídio, tortura e ocultação de cadáver. Sua sentença, de quase um século de prisão, reflete a gravidade de suas ações e a necessidade de justiça para as famílias das vítimas. Outros cinco co-réus também enfrentaram consequências severas por sua participação no crime, resultando em penas que somam, ao todo, mais de 369 anos de reclusão.
Este caso se tornou um símbolo da luta contra a impunidade e a violência que assola a região. A justiça, através de decisões rigorosas, busca não apenas responsabilizar os culpados, mas também restaurar um senso de segurança e confiança na sociedade. A tragédia em Nova Monte Verde deve servir como um alerta para a necessidade contínua de vigilância e ação contra a violência e as organizações criminosas que ameaçam a paz e a ordem social.