Sinop: polícia deflagra operação Garagem Fantasma contra fraudes em financiamentos de carro

A Polícia Civil de Sinop deflagrou hoje a Operação Garagem Fantasma para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra um grupo suspeito de aplicar golpes envolvendo financiamentos de veículos. O esquema consistia na utilização de garagens de veículos e dados bancários para viabilizar financiamentos fraudulentos, causando prejuízos estimados em cerca de R$ 1 milhão, tanto a proprietários quanto a compradores. Dois suspeitos foram presos.

 

O delegado Sérgio Ribeiro detalhou como funcionava o esquema. “Há alguns meses foi denunciado aqui, um crime que o cidadão financiava carros de terceiros, se apropriava do dinheiro, muitas vezes essas pessoas que eram proprietárias do carro, sequer sabia que o carro estava sendo vendido aqui em Sinop, usava documento falso para tentar transferi-los no Detran, e nisso ele aplicava um golpe no proprietário do automóvel, na pessoa que cedia o nome, ou que tinha sido feito um financiamento em nome de um terceiro também, e eles a oferiam um lucro altíssimo ali, com essas operações, terceirizando, usando essas garagens de veículos, para aprovarem os financiamentos, muitas dessas garagens, elas funcionam como correspondentes bancários, então elas tem senha dos bancos, de várias instituições financeiras, e usam essa senha para fazer esses financiamentos, o banco aprova o financiamento”, explicou.

 

“O garagista recebe o dinheiro, e a pessoa, tanto o proprietário do veículo, quanto o comprador, são lesados, por isso o nome garagem fantasma. Eu até peço para as pessoas que foram vítimas desses crimes, que procuram a delegacia, e quero dar um alerta para os garagistas, vocês tem usado, muitos de vocês, tem permitido que corretores de veículos, vendedores, vão até a garagem de vocês, aprovem financiamento, usando os logins de vocês, as senhas de vocês, como correspondentes bancários para aprovar financiamento de veículos, que não estão nas suas garagens, vocês devem fazer os financiamentos, eles estão disponíveis para vocês ali, que vocês tem os documentos dos carros, e que o proprietário do carro autorizou, você vai realizar o financiamento, porque senão vocês serão coautores do crime de estelionato, de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, então está avisado a esses garagistas, que esse método de ganhar dinheiro, é ilegal, é um golpe, é um estelionato, então caso continue, e aqueles que já fizeram, serão fatalmente punidos e presos”, acrescentou.

 

Questionado sobre o número de vítimas o delegado afirmou que “são várias, nós temos pelo menos, oito casos registrados, e alguns inquéritos instaurados, agora o montante de dinheiro, seguramente foi mais de R$ 1 milhão, esse cidadão já pratica esse crime há algum tempo, é óbvio que para instruir, como eu disse, o crime de estelionato, depende da vontade da vítima, se a vítima não vier à delegacia, e falar, eu quero processar esse cidadão, não será instaurado o procedimento, ela tem que vir, que a gente chama de representação criminal, e falar, olha, eu quero que esse cara seja processado, porque ele me lesou, se ele não fizer essas formalidades, só o registro e o BO. não é suficiente, para que esse cidadão seja punido”.

 

A polícia também realiza perícias em veículos localizados em uma das lojas investigadas para verificar se são produtos de crime. “Eles foram presos em cada um das suas casas, nós vamos também periciar os veículos, que estão lá na loja, deste cidadão, e após essa perícia, vamos saber se algum desses carros, que estão lá, também são produtos de crime, então, nenhum deles resistiu à prisão, até acho que a primeira prisão de cada um deles, tem muito jovem aí, muita pessoa que enriquece muito rápido, e ao menos passa uma imagem, de empresário de sucesso, sem ter pagado o preço do trabalho, então não adianta querer dar golpe, achar que vai ficar rico da noite para o dia, sem trabalhar, dando golpe, a única coisa que você vai arrumar, é uma vaga no presído”, concluiu.

 

A Polícia Civil segue com as investigações e orienta que vítimas procurem a delegacia para formalizar denúncia, o que é essencial para o andamento dos processos.

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