Convenção que homologou Wellington é marcada pela ausência de 18 dos 22 dos prefeitos do PL
Na convenção estadual realizada recentemente, que oficializou a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo de Mato Grosso e de José Medeiros (Podemos) ao Senado, chamou atenção a ausência marcante de 18 dos 22 prefeitos filiados ao Partido Liberal (PL) no estado. Entre os poucos que participaram do evento estiveram Abílio Brunini, prefeito de Cuiabá, e Roberto Dorner, de Sinop, que se destacaram por posicionamentos públicos contrastantes em relação ao rumo político adotado.
Abílio Brunini utilizou suas redes sociais para manifestar insatisfação com a convenção, enfatizando que o encontro resultou na aprovação da candidatura de sua esposa à deputada estadual, mas sem expressar qualquer apoio explícito à candidatura de Wellington Fagundes ao governo. O gestor municipal já havia declarado anteriormente uma preferência pelo nome de Otaviano Pivetta, do Republicanos, como postulante ao cargo máximo do Executivo estadual, demonstrando, assim, um momento de cisão interna dentro do próprio PL.
Outro caso emblemático da divisão partidária é o do prefeito de Santa Carmem, Pablo Bortolas, cuja cidade está situada a cerca de 35 km de Sinop. Bortolas foi um dos ausentes na convenção e, em entrevista , afirmou que ainda não definiu seu posicionamento sobre o apoio ao senador Wellington Fagundes. O prefeito sinalizou que sua decisão dependerá de detalhes futuros da chapa, especialmente quem será escolhido como vice na coligação. “Vou esperar algumas definições como quem será o vice do Wellington para aí decidir se vou apoiá-lo. Sou contra coligar com o MDB. Se tiver coligação com o MDB, não apoio”, disse enfaticamente, reforçando o incômodo que alguns líderes locais sentem em relação às possíveis alianças do PL.
O cenário revela um partido dividido e que precisa articular cuidadosamente suas estratégias para manter a unidade e garantir o sucesso nas eleições que se aproximam. A adesão ou oposição desses prefeitos, que possuem influência importante em suas bases eleitorais, pode impactar significativamente o desempenho eleitoral de Wellington Fagundes na disputa pelo governo estadual.
A falta de consenso também levanta questionamentos sobre a capacidade do PL em consolidar uma frente ampla de apoio, principalmente diante da concorrência acirrada esperada nas urnas. Enquanto alguns membros do partido buscam alinhamentos com forças tradicionais, outros demonstram resistência e até mesmo preferência por candidaturas adversárias. Resta acompanhar como essa dinâmica interna se desenrolará nos próximos meses e quais serão as consequências para o pleito estadual em Mato Grosso.


