Julgamento de policiais penais acusados de matar jovem em Poxoréu é remarcado para janeiro

Julgamento de policiais penais acusados de matar jovem em Poxoréu é remarcado para janeiro
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O júri de três réus, entre eles dois policiais penais, acusados de participação na morte de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, em 2018, foi interrompido na terça-feira (13) em Poxoréu, a 263 km de Cuiabá. A juíza dissolveu o Conselho de Sentença depois que a defesa apresentou um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste, para onde o processo foi levado após o desaforamento do julgamento.

Os advogados dos réus alegaram que o documento já estava anexado ao processo quando ele tramitava em Poxoréu e que, segundo eles, não teria sido enviado na transferência. Os promotores Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri do Ministério Público de Mato Grosso, pediram a impugnação do relatório, por considerarem inviável usá-lo nessas circunstâncias, e a continuidade da sessão.

Fabison Cardoso explicou que, depois de ouvidas várias testemunhas, a defesa apresentou o suposto relatório sigiloso e que todos foram surpreendidos em plenário. O Ministério Público levantou uma questão de ordem para que o documento fosse excluído ou não utilizado.

Diante do impasse, a magistrada dissolveu o conselho e marcou novo julgamento para 20 de janeiro de 2027, às 8h. Dez testemunhas já haviam sido ouvidas. Conforme o promotor Eduardo Zaque, será sorteado outro conselho, e as testemunhas indicadas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação precisarão depor novamente, já que os jurados anteriores tiveram contato direto com os fatos debatidos na sessão.

O caso apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Segundo a denúncia, depois de uma discussão durante o Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma casa e atingida por um tiro.

Vão a júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima e apontado como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.

De acordo com a acusação, Josane, esposa de Fábio Domingos, atirou contra a lataria do veículo conduzido por Giovanni durante a discussão no estacionamento da festa. Patrício Francisco Dias também era denunciado por homicídio qualificado, mas o processo contra ele foi extinto por causa de sua morte.

Ainda segundo a denúncia, Fábio, Carlos e Patrício seguiram a vítima e entraram na residência onde ela estava, identificando-se como policiais. Giovanni foi surpreendido dentro do imóvel e baleado na cabeça diante do filho, que na época tinha 4 anos.

Fonte: Só Notícias. Foto: reprodução.

Da redacao / Fernando Oliveira