Preso, chefe de facção seguia no comando; 14 são alvos
Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso expôs um esquema em que uma liderança de facção criminosa, mesmo mantida em unidade prisional de segurança máxima, continuava no comando de uma organização voltada à movimentação financeira ilícita. De acordo com as investigações, outros 14 integrantes e colaboradores davam sustentação à estrutura, garantindo a continuidade das atividades do grupo.
A Operação Replay
Deflagrada nesta quinta-feira (30), a ação recebeu o nome de Operação Replay e foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). O trabalho representa um desdobramento de apurações anteriores, que já haviam resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, todas relacionadas a Paulo Witter Farias, conhecido como “WT”, apontado como tesoureiro da organização criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o exame de dados telemáticos indicou que, mesmo após as fases investigativas anteriores, a facção não interrompeu suas atividades. Pelo contrário, manteve uma divisão clara de funções, com operadores financeiros responsáveis por movimentar recursos por meio de terceiros e adquirir bens em nome de pessoas sem renda compatível com o patrimônio registrado.
Suspeitos mantinham esquema financeiro
Os 14 investigados são apontados como peças-chave na continuidade das operações da organização criminosa. As autoridades afirmam que esse grupo era responsável por tarefas como movimentação de valores, ocultação de patrimônio, prestação de contas à liderança e apoio logístico à estrutura como um todo.
Um dos pontos centrais do inquérito revela que a liderança da facção, mesmo encarcerada, seguia determinando decisões estratégicas, incluindo aspectos financeiros e disciplinares da organização. De acordo com a Draco, mensagens interceptadas durante a investigação reforçam essa constatação, demonstrando que o cárcere não impediu a continuidade do comando exercido de dentro do sistema prisional.
Desdobramento de investigações anteriores
A Operação Replay demonstra que as ações de repressão realizadas em fases anteriores não foram suficientes para desarticular completamente a rede criminosa. A Polícia Civil segue apurando a extensão do esquema e a participação de cada um dos envolvidos na manutenção da estrutura financeira da facção.
O caso reforça a complexidade do combate ao crime organizado em Mato Grosso, especialmente quando lideranças presas conseguem manter influência e comando mesmo distantes fisicamente da rotina operacional do grupo.
Fonte: Gazeta Digital
Da redação / Fernando Oliveira


