Pescador fica cara a cara com onça-pintada às margens do rio Teles Pires em Sinop
Um pescador se deparou com uma onça-pintada a cerca de 30 quilômetros do centro de Sinop, às margens do rio Teles Pires. O animal foi filmado pelo próprio pescador, que conseguiu afastá-lo brandindo um facão. A situação inusitada ocorreu na noite da última segunda-feira.
Nas imagens, a onça aparece parada em uma trilha na mata enquanto o pescador se aproxima e tenta espantá-la. “Vai embora!”, grita ele, enquanto a onça observa. “Tem que assustar ela para ela correr”, comenta. O animal fica parado por alguns segundos e depois desaparece na mata.
Segundo parentes do pescador, ele ficou muito assustado com a situação. “Isso foi ontem à noite. A pescaria acabou para ele. Eu acho que ele não consegue mais pescar normal, corajoso nada”, disse um dos parentes.
Outro familiar afirmou que o pescador agiu por instinto de sobrevivência. “Não é corajoso não. É o instinto da sobrevivência. Eu creio que ele foi para cima dela, sim, porque ela estava acompanhando ele. Ficou acompanhando, acompanhando. Não queria largar dele”, relatou.
Segundo o instituto Onçafari, a onça-pintada é o maior felino das Américas, o terceiro maior felino do mundo, atrás apenas do tigre (Panthera tigris) e do leão (Panthera leo). É conhecida por diversos nomes nas diferentes regiões onde ocorre: onça-preta, jaguar, jaguaretê, yaguareté, tigre, canguçu, pintada, pinima, pinima-malha-larga e pixuna.
Considerada um predador do topo da cadeia, a onça-pintada reina absoluta nos ambientes onde vive, alimentando-se de pequenos tatus e cutias a jacarés e antas. Elas controlam populações de presas e são de extrema importância no equilíbrio dos ecossistemas onde estão inseridas. São carnívoras estritas, ou seja, alimentam-se exclusivamente de carne. Levando em consideração a proporção, têm a mordida mais poderosa entre os felinos, inclusive mais forte que a do tigre e a do leão.
É um animal com hábitos predominantemente crepusculares e noturnos, sendo mais ativo ao anoitecer e ao amanhecer, embora não seja raro encontrá-lo se deslocando e caçando durante a luz do dia. Sua área de vida varia muito, de acordo com o ambiente, a disponibilidade de presas e a densidade populacional de onças.




