Pesquisas indicam disputa acirrada pelo Governo de Mato Grosso
Levantamentos divulgados em setembro mostram Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes nas primeiras posições; Dra. Natasha aparece em terceiro nos cenários em que é incluída
A sucessão ao Governo de Mato Grosso apresenta um cenário competitivo, com diferenças relevantes entre os resultados divulgados por diferentes institutos de pesquisa. Os levantamentos realizados entre o fim de agosto e setembro apontam Otaviano Pivetta e Wellington Fagundes como os nomes mais bem posicionados, enquanto Dra. Natasha aparece na terceira colocação nos cenários que incluem sua candidatura.
Apesar de Pivetta liderar em parte das pesquisas, os resultados não são uniformes. Em alguns levantamentos, Wellington aparece à frente; em outros, a vantagem de Pivetta é mais ampla. A variação está relacionada, entre outros fatores, ao período de coleta, à metodologia utilizada, ao tamanho da amostra e ao cenário apresentado aos entrevistados.
Resultados dos principais levantamentos
| Instituto | Período da pesquisa | Otaviano Pivetta | Wellington Fagundes | Dra. Natasha |
| Quaest | 21 a 24 de setembro | 29% | 27% | 11% |
| MT Dados | 11 a 17 de setembro | 34% | 26% | 14% |
| Paraná Pesquisas | 15 a 17 de setembro | 42,4% | 29,6% | 13,5% |
| AtlasIntel | 4 a 9 de setembro | 30,8% | 34,4% | 23,2% |
| Paraná Pesquisas | 6 a 8 de setembro | 40,8% | 30% | 12% |
| Real Time | 29 de agosto a 2 de setembro | 27% | 34% | — |
Os percentuais correspondem às intenções de voto registradas em cada levantamento e não devem ser comparados isoladamente sem considerar as diferenças entre as pesquisas.
Quaest aponta empate técnico
Na pesquisa mais recente, realizada pela Quaest entre os dias 21 e 24 de setembro, Pivetta aparece com 29% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes registra 27%. Dra. Natasha tem 11%.
A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso significa que o percentual estimado para Pivetta pode variar entre 26% e 32%, enquanto o de Wellington pode variar entre 24% e 30%, considerando apenas essa margem.
Como há sobreposição entre esses intervalos, não é possível afirmar, estatisticamente, que Pivetta esteja isolado na liderança. Por essa razão, os dois candidatos são considerados em empate técnico. O termo não significa que ambos tenham exatamente o mesmo percentual, mas que a diferença observada está dentro da margem de erro da pesquisa.
No levantamento da Quaest, a diferença numérica entre os dois primeiros colocados é de dois pontos percentuais. Portanto, o resultado indica uma disputa apertada no momento em que as entrevistas foram realizadas.
Diferenças entre os institutos
O levantamento do MT Dados, realizado entre 11 e 17 de setembro, mostrou Pivetta com 34%, Wellington com 26% e Dra. Natasha com 14%. Nesse caso, a vantagem numérica do primeiro colocado foi de oito pontos percentuais.
Já a pesquisa Paraná Pesquisas, feita entre 15 e 17 de setembro, apontou uma distância ainda maior: Pivetta apareceu com 42,4%, contra 29,6% de Wellington. Dra. Natasha registrou 13,5%.
Em sentido diferente, a AtlasIntel, com entrevistas realizadas entre 4 e 9 de setembro, colocou Wellington na primeira posição, com 34,4%. Pivetta apareceu com 30,8%, e Natasha, com 23,2%.
Outro levantamento do Paraná Pesquisas, realizado entre 6 e 8 de setembro, registrou Pivetta com 40,8%, Wellington com 30% e Dra. Natasha com 12%. A pesquisa Real Time, por sua vez, realizada entre 29 de agosto e 2 de setembro, apontou Wellington com 34% e Pivetta com 27%.
As diferenças mostram que a fotografia da disputa muda conforme o momento da coleta e os critérios adotados por cada instituto. Por isso, uma pesquisa isolada não deve ser interpretada como uma previsão do resultado eleitoral.
Média reúne oito levantamentos
Uma compilação de oito pesquisas realizadas por cinco institutos e divulgada pelo MRT News apresenta média de 34,3% para Otaviano Pivetta, 30% para Wellington Fagundes e 13,1% para Dra. Natasha.
A média permite observar uma tendência geral entre os levantamentos, mas não equivale a uma nova pesquisa eleitoral. Os estudos reunidos foram realizados em datas diferentes, com metodologias e amostras próprias. Além disso, nem todos os levantamentos necessariamente apresentaram os mesmos candidatos ou exatamente o mesmo cenário de disputa.
Dessa forma, a média deve ser compreendida como um recurso descritivo para organizar os resultados disponíveis, e não como uma medição única e atualizada da intenção de voto.
Cenário permanece aberto
Os dados divulgados em setembro descrevem uma disputa ainda sujeita a alterações. Pivetta aparece na liderança em parte dos levantamentos, Wellington ocupa a primeira posição em outros, e a pesquisa mais recente da Quaest indica empate técnico entre os dois.
Dra. Natasha permanece na terceira colocação nos cenários em que seu nome é apresentado, mas seus percentuais também variam de forma significativa entre os institutos. Na AtlasIntel, por exemplo, ela registrou 23,2%, enquanto no levantamento mais recente da Quaest marcou 11%.
As variações podem estar relacionadas ao período em que as entrevistas foram feitas, ao conhecimento dos candidatos, à formulação das perguntas, ao modelo de pesquisa — espontânea ou estimulada — e ao universo de eleitores consultados. Por isso, a leitura dos números deve considerar o conjunto dos levantamentos, e não apenas a posição de cada candidato em uma pesquisa específica.
Novos estudos registrados e divulgados ao longo do processo eleitoral poderão indicar se as diferenças observadas representam uma tendência consolidada ou oscilações próprias da fase inicial da disputa.
Os resultados apresentados nesta matéria têm caráter exclusivamente descritivo. Eles representam as intenções de voto declaradas pelos entrevistados no período de realização de cada pesquisa e não constituem previsão do resultado da eleição.
JORNALISMO TV SUPER SINOP CANAL 7.1 HD NAS ELEIÇÕES 2026




