Psicóloga de Sinop leva o tema relacionamentos à Bienal do Livro de São Paulo em obra coletiva

Psicóloga de Sinop leva o tema relacionamentos à Bienal do Livro de São Paulo em obra coletiva
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A psicóloga clínica e neuropsicóloga Camilla Talieri, de Sinop, participou da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde integrou um podcast e um talk show promovidos pela Editora Chave Mestra sobre inteligência emocional e relacionamentos. Ela é uma das autoras do livro “O Despertar da Inteligência Emocional” e assina o capítulo “Emoções e relacionamentos: base para relações saudáveis”.

O tema tem peso na vida de milhares de brasileiros: mais de 428 mil divórcios foram registrados no país em 2024, de acordo com as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. O dado, por si só, não explica as razões do fim das relações, mas ajuda a dimensionar a importância da construção e da manutenção dos vínculos afetivos.

Comunicação, regulação emocional, autoestima e limites estão entre os assuntos abordados pela profissional, que também trata deles no consultório. “Foi muito especial participar da Bienal e representar Sinop em um evento dessa dimensão, principalmente levando um tema que faz parte da minha rotina no consultório. Quando falamos de relacionamentos, não estamos falando apenas de conflitos entre duas pessoas, mas de emoções, experiências anteriores, autoestima, comunicação e padrões que construímos ao longo da vida e que influenciam a forma como nos relacionamos”, afirmou Camilla.

No capítulo, ela discute como experiências anteriores, padrões de pensamento e a forma como cada pessoa interpreta as situações influenciam as relações atuais. “Relações saudáveis são construídas não pela ausência de conflitos, mas pela forma consciente como lidamos com eles diariamente. Aprender a lidar com o que sentimos não elimina os conflitos, mas muda a forma como nos posicionamos diante deles e das pessoas com quem nos relacionamos”, destacou.

Segundo a psicóloga, regular as emoções não significa evitar conflitos ou deixar de sentir desconforto, e sim reconhecer e compreender o que se sente para responder de maneira mais consciente. Quando essa habilidade falha, respostas impulsivas, evitativas ou rígidas tendem a se tornar mais frequentes e dificultam o diálogo.

Camilla atua com base na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), atende adultos e casais com foco em desenvolvimento emocional, relacionamentos e autoconhecimento, é pós-graduada em Neuropsicologia e Psicologia Clínica e tem formação complementar em avaliação psicológica, terapia de casais, sexualidade clínica, intervenção em crise e prevenção do suicídio.

Para a autora, o autoconhecimento ajuda a identificar padrões que se repetem nas relações, mas a mudança depende de prática. “A forma como nos relacionamos não precisa ser determinada para sempre pelos padrões que construímos ao longo da vida. Temos a capacidade de aprender novas maneiras de pensar, sentir e agir, mas isso exige prática. É um processo construído no cotidiano, nas pequenas escolhas e na maneira como decidimos nos posicionar diante do outro”, concluiu.

Com informações do Só Notícias | Foto: Divulgação

Da redacao / Fernando Oliveira