Polícia de MT articula com delegacia do Pará e suspeita de fraude contra idosos é presa após passar por Sinop
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Novo Progresso, cidade do sudoeste do Pará, deflagrou hoje a operação “Rastro Oculto”. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra uma mulher investigada por participação em um esquema de desvio de dinheiro de clientes idosos do banco em que trabalhava.
De acordo com o delegado José Rodolfo Mussi, a investigação começou depois que um idoso denunciou movimentações não autorizadas em sua conta, que lhe causaram prejuízo de R$ 138 mil. Segundo o delegado, a suspeita teria se aproveitado da confiança da vítima para cadastrar o aplicativo do banco no próprio celular e fazer várias transações fraudulentas. Com trabalho de inteligência, análise financeira e imagens de câmeras de segurança, a polícia reuniu indícios de que ela usou o dinheiro do idoso em compras, entre elas um celular de quase R$ 10 mil.
Mussi explicou que, com a quebra dos sigilos bancário e telemático autorizada pela Justiça, as investigações revelaram outras vítimas. Um segundo idoso teria perdido R$ 49,9 mil, e há movimentações financeiras de alto valor que indicam a existência de mais pessoas lesadas. Ainda segundo o delegado, ao saber da investigação e de seu afastamento das funções no banco, a mulher deixou Novo Progresso e passou a circular por diferentes cidades.
Primeiro, a inteligência policial localizou a suspeita em uma região ribeirinha de difícil acesso em Abaetetuba. O monitoramento constante apontou depois sua passagem pelo Aeroporto Internacional de Belém e deslocamentos por Guarulhos (SP) e Sinop, quando houve articulação com a Polícia Civil de Mato Grosso.
No fim da tarde de quinta-feira, os investigadores descobriram que ela estava em uma área rural de Castelo dos Sonhos, onde passou a ser acompanhada pela inteligência. Conforme o delegado, a estratégia foi prendê-la em Novo Progresso, para que as buscas domiciliares e a apreensão de celulares e outras provas fossem feitas ao mesmo tempo.
A mulher foi levada à Delegacia de Novo Progresso e está à disposição da Justiça. Ela vai responder por peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, lavagem de dinheiro e estelionato de forma continuada.

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