Policiais penais detém advogado tentando entrar na penitenciária em Cuiabá com comprimidos, pó branco e camisetas
Uma ação de fiscalização rotineira realizada por agentes da Polícia Penal resultou na interceptação de um advogado que tentava entrar de forma irregular com materiais proibidos na Penitenciária Central do Estado, localizada em Cuiabá. O flagrante ocorreu durante o período da tarde, no momento em que o profissional passava pelos procedimentos obrigatórios de revista eletrônica na portaria da unidade prisional. Para garantir a segurança interna do complexo, todos os visitantes — incluindo os defensores jurídicos — são submetidos ao equipamento de inspeção corporal BodyScan antes de terem o acesso liberado aos pavilhões.
Durante a análise em tempo real das imagens geradas pelo scanner de alta tecnologia, os policiais penais detectaram anomalias e volumes suspeitos localizados junto ao corpo e aos objetos pessoais do operador do direito. Ao realizarem a busca minuciosa baseada no alerta do aparelho, os agentes localizaram e apreenderam uma quantidade de comprimidos de origem desconhecida, além de uma porção de substância em pó com coloração esbranquiçada. Todo o material recolhido foi imediatamente isolado, catalogado e acondicionado em embalagens lacradas, sendo enviado logo em seguida para os laboratórios da perícia técnica para que análises químicas identifiquem a composição exata dos produtos.
Além dos compostos químicos suspeitos, a equipe de inspeção identificou uma segunda irregularidade na vestimenta do advogado. Os policiais constataram que o profissional de direito estava utilizando três camisetas sobrepostas por baixo de seu paletó. Questionado sobre a situação bizarra, descobriu-se que o objetivo do homem era burlar as regras de entrada de vestuário para realizar o repasse clandestino daquelas roupas a detentos que cumprem pena no interior do estabelecimento penal de segurança máxima.
Diante da gravidade dos fatos e da quebra dos regulamentos institucionais, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Justiça acionou imediatamente os protocolos de contenção. O advogado recebeu voz de prisão administrativa em flagrante dentro do próprio estabelecimento e foi conduzido sob escolta até uma delegacia da Polícia Civil da capital mato-grossense para o registro do boletim de ocorrência e início do inquérito judiciário. Por questões ligadas ao andamento das investigações e ao sigilo legal, a identidade oficial e o número de registro profissional do acusado não foram divulgados pelas autoridades policiais.
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