PM resgata homem amarrado em “tribunal do crime” em MT e apreende meninas de 12 e 13 anos por envolvimento

PM resgata homem amarrado em “tribunal do crime” em MT e apreende meninas de 12 e 13 anos por envolvimento
Clique e conheça as nossas redes sociais: Instagram - Facebook - Youtube

A Polícia Militar prendeu dois homens e apreendeu duas adolescentes, de 12 e 13 anos, na tarde de ontem, em uma casa no bairro Vila Nova, em Cáceres (220 km de Cuiabá). No imóvel, os policiais encontraram um homem de 29 anos com mãos e pés amarrados com cordas e um cinto. A suspeita é de que ele seria submetido a um julgamento paralelo conhecido como “tribunal do crime”.

A ação aconteceu por volta das 14h30, durante a operação Território Livre. A PM havia recebido informações de que membros de uma facção criminosa mantinham a vítima em cárcere privado, possivelmente com a intenção de matá-la. Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos também estariam em contato com integrantes da organização que estão presos em unidades penitenciárias.

Diante do risco de execução, as equipes localizaram a residência, que fica perto da Escola Tancredo Neves, e montaram um cerco. Três suspeitos foram abordados de imediato. Um quarto envolvido tentou escapar pulando muros, mas foi alcançado e detido por equipes da Força Tática.

Durante as buscas, os policiais encontraram a vítima amarrada e a libertaram. Também foi apreendido um celular da marca Redmi, com a tela quebrada, que, de acordo com a PM, seria usado em chamadas de vídeo com membros da facção que cumprem pena no sistema prisional.

Com medo, o homem evitou dar detalhes sobre o que aconteceu e disse apenas que estava conversando com os suspeitos. A polícia acredita que ele seria mantido em cárcere para ser executado depois, possivelmente por desavenças ou como punição imposta pela organização criminosa. Além do celular, foram apreendidas as cordas usadas para amarrá-lo. O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, corrupção de menores e promoção ou constituição de organização criminosa.

Da redacao / Fernando Oliveira